ECMO - ECLS Assistência Cardiopulmonar Extracorpórea Prolongada.

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Suporte Cardiopulmonar (ECMO) no Infarto Agudo com Choque Cardiogênico.
Quinta-feira - 2 Março, 2017
Apesar dos grandes progressos obtidos com a revascularização coronária e o amplo uso de intervenções percutâneas para a colocação de “stents”, o choque cardiogênico como uma complicação do infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST ainda se acompanha de elevados índices de mortalidade. O tratamento conservador com a administração de catecolaminas provoca, com alguma frequência, arritmias que podem ser de difícil controle, além de aumentar o consumo de oxigênio do miocárdio e prover inadequado suporte circulatório. Estas circunstâncias têm orientado os intensivistas a usar uma conduta mais invasiva nesse grupo de pacientes. Dentre essas condutas destaca-se o emprego da ECMO veno-arterial, entre outras modalidades de assistência cardiopulmonar extracorpórea prolongada. Os resultados ainda estão sob avaliação mas, os estudos preliminares indicam que é possível que estejamos diante de um novo grupo de pacientes candidatos ao emprego das técnicas de ECMO em situações de emergência. Para a indicação do suporte pela ECMO os intensivistas julgam que devem estar presente as condições clássicas que definem o choque cardiogênico e a sua refratariedade às medidas terapêuticas farmacológicas iniciais. O choque cardiogênico é a forma mais severa da insuficiência cardíaca e se caracteriza por: 1. Disfunção contrátil do miocárdio que resulta na inabilidade do ventrículo esquerdo manter um débito cardíaco normal (corresponde a um índice cardíaco inferior a 2,2 L/min)., 2. Pré-carga normal ou elevada (volume sanguíneo circulante normal). 3. Pressão capilar pulmonar igual ou superior a 15-18mmHg. 4. Sinais clínicos de hipoperfusão tissular periférica, alterações do estado mental, extremidades frias e sudoreicas. 5. Diurese reduzida. 6. Pressão arterial sistólica inferior a 90mmHg ou a necessidade de catecolaminas para manter a pressão arterial sistólica em 90mmHg. 7. Lactato sérico acima de 2mmol/L. Nessas situações, apesar do emprego de angioplastias com stents, terapia antitrombótica e outros recursos farmacológicos a mortalidade dos pacientes continua superior a 40%. Por essa razão, a possibilidade de estabilização hemodinâmica através do emprego da ECMO ganha adeptos nos hospitais de ponta da Europa e de outros grandes centros internacionais. (Nota extraída de: KarlWerdan, Stephan Gielen, Henning Ebelt, and Judith S. Hochman. European Heart Journal (2014) 35, 156–167)
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