ECMO - ECLS Assistência Cardiopulmonar Extracorpórea Prolongada.

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A ECMO e o CÉREBRO
Quinta-feira - 23 Fevereiro, 2017
O grande progresso das técnicas da circulação extracorpórea convencional possibilitou a aplicação dessa tecnologia fora do ambiente da cirurgia cardíaca, com as adaptações necessárias à finalidade desejada. Nos dias atuais, a grande maioria dos hospitais modernos terciários, não raramente, faz uso de uma modalidade ou de uma variante da circulação extracorpórea em especialidades cirúrgicas diferentes da cirurgia cardíaca ou cardiovascular. De um modo geral, essas variantes da circulação extracorpórea convencional são também utilizadas nas unidades de hemodinâmica, nos ambientes de terapia intensiva e nas unidades de emergência, para citar apenas algumas dessas aplicações independentes da cirurgia cardiovascular. A ECMO e a ECLS são modificações importantes da circulação extracorpórea convencional em uso cada vez mais frequente.
 
Pacientes de todas as idades tem sido beneficiados pelo amplo emprego dessas técnicas de oxigenação, de remoção do dióxido de carbono e de sustentação da circulação. Os recém natos, entretanto, constituem um grupo muito particular e especial de pacientes devido às características anatômicas, histológicas e fisiológicas que apresentam. O organismo de um neonato representa uma fase de transição entre o feto e o organismo infantil. Após 28-30 dias de vida, o neonato estabiliza numerosas funções orgânicas e, de acordo com os critérios pediátricos vigentes, passa a ser considerado um lactente. Durante o primeiro mês de vida, uma grande quantidade de funções se encontra em maturação. O mesmo ocorre com determinados órgãos, como os pulmões, o miocárdio e o cérebro.
 
O cérebro é o órgão que tem o maior consumo de oxigênio do organismo. Da mesma forma que os outros tecidos do organismo, o cérebro requer oxigênio e outros nutrientes, especialmente a glicose, para suprir as suas necessidades metabólicas. O metabolismo cerebral apresenta determinadas particularidades que merecem consideração especial.
 
A massa de tecido cerebral corresponde a apenas 2% da massa corporal total de um indivíduo. Em condições de repouso o metabolismo cerebral corresponde a 15% do metabolismo total do organismo. Entretanto, o cérebro consome a extraordinária parcela de 25% do total de energia consumida pelo organismo. Para manter-se em pleno funcionamento com essa extraordinária taxa metabólica o cérebro consome aproximadamente 20% de todo o oxigênio gasto pelo organismo. 
 
 A maior parte do gasto metabólico do cérebro ocorre nos neurônios. A maior necessidade da energia metabólica dos neurônios depende essencialmente da manutenção do funcionamento das bombas dos íons sódio e cálcio que são transportados para o lado externo das membranas dos neurônios e do transporte dos íons potássio e cloreto para o interior dessas células.
 
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